segunda-feira, 31 de agosto de 2009

Reflexão sobre o texto: "O Menininho"


REFLEXÃO SOBRE O TEXTO:

“O MENININHO”

Helen Buckley

Já conhecia este texto e sempre achei muito triste, uma professora limitar a criatividade do seu aluno. Sempre me pergunto será que existe professoras assim? Que não deixam seus alunos mostrarem o seu potencial criativo, ou será que confundem com preguiça? Talvez cansada de ver o aluno dizer que não sabe fazer nada mostra um trabalho para que ele faça apenas uma reprodução. Sem saber que assim está cortando a sua autonomia de criar.

Quando era pequena lembro-me que a professora colocava no mural só os melhores trabalhos, os melhores textos. Só não consigo lembrar-me se os meus trabalhos eram expostos ou não.

Quando iniciei no magistério também fazia isto, escolhia os melhores e colocava no mural. Mas com o tempo fui me dando conta que não deveria ser assim. Hoje peço que todos caprichem, pois os trabalhos serão expostos. Todos gostam de ver o seu trabalho exposto.

Quando deixamos de expor um trabalho de um aluno, podemos deixar marcas com esta atitude, pode ser que este aluno nunca mais queira desenhar ou escrever, achando que o seu trabalho não é bom.

Devemos realmente pensar e nos preocupar que marcas estamos deixando em nossos alunos, talvez sem querer. Boas ou ruins!

Se as marcas forem ruins, podemos ter bloqueado algumas mentes brilhantes, bloqueado a criatividade de um grande artista, e para resgatar a auto estima de alguém muitas vezes não é muito fácil, se a pessoa já tem propensão para depressão fica quase impossível.

terça-feira, 9 de junho de 2009


AUTISMO

Depois de ler o texto de Cleonice Bosa, sobre autismo, doença que pouco conhecia.
Sempre soube que autista era aquele que ficava parado e quase nada fazia, no texto diz que isso é o que a mídia encarregou-se de propagar. No texto diz que há diferentes autistas. Há os que são considerados inteligentes, outros não, atraso na fala, insistência obsessiva e m uma rotina.etc.
Nunca vi um autista, mas depois dos relatos do texto e alguns relatos que li em sites, acho que muito complicado ter um autista em sala. Como atendê-lo adequadamente se ele não corresponde, muitas vezes fica parado, não saberemos se ele entendeu. Acredito que também para pais de autista é muito difícil, sendo que ele não nasce autista.
Lendo alguns site encontrei algumas informações sobre a doença de autismo:

quarta-feira, 3 de junho de 2009



PESSOAS COM DEFICIÊNCIA E PESSOAS COM ALTAS HABILIDADES

Ocorreu em Sapiranga nos dias 27 e 28 de maio a:

74ª Plenária do Fórum Permanente da Política Pública Estadual para Pessoas com Deficiências e Pessoas com Altas Habilidades no RS

Tive a oportunidade de participar de fórum, o qual não nos trouxe respostas para nossos alunos de inclusão que temos em salas de aula. Este Fórum nos mostrou que há muitas leis, favorecendo as pessoas com necessidades especiais, o que está faltando é o cumprimento das mesmas. Muitos prazos para adequações de prédios, escolas, comércio, já expirou. Por isso há muito deficiente com muitas dificuldades de locomoção, de liberdade de ir e vir. Se todos os municípios acrescentassem em sua Lei Orgânica, leis específicas para portadores de necessidades especiais, muitos problemas iriam minimizar.

Fórum acontece para uma reflexão sobre os direitos dos cidadãos. Neste foi relatado que muitas pessoas estão esquecendo os direitos dos outros, principalmente os NEs. Cada pessoa que participou deste fórum deve repensar em suas atitudes e tentar fazer algo para melhorar, tratar todos com igualdade sem preconceitos, apesar de vivermos em uma sociedade com muito racismo, preconceito contra o índio, negro, mulher, crianças.

Deve haver acessibilidade para todos, onde alguns não tem acesso há a discriminação.

Em nossas escolas devemos ter salas multifuncionais, para podermos dar um bom atendimento a todas as crianças, com deficiência de aprendizagens que recebemos. Enquanto não houver, salas de recursos e pessoas especializadas em todas as escolas, a inclusão é pura ilusão.


CONCEPÇÕES DE ÍNDIOS

Lendo o texto (Os Índios no Brasil, Quem são e quantos são), sugerido pela disciplina de Questões Étnicas Raciais na Educação, há muita coisa que já sabíamos, que quando Pedro Álvares aqui chegou havia milhares de índios e hoje há apenas um pouco mais de 700.000 em todo o Brasil. Como ser índio era pejorativo, era uma ofensa chamar alguém de índio,antes de 1970, muitos nativos, por preconceito de brancos, não assumiam a sua identidade. Tentavam negar suas origens, diziam-se CABLOCOS.
Cabloco foi uma invenção daqueles que não queriam se identificar como índios, mas também não poderiam ser brancos ou negros, era como se fosse uma identidade de transição de índio.
Esta definição de cabloco é uma novidade para mim. Já ouvi muitas pessoas chamando outros de caboclo, mas não imaginei que fosse um descendente de índio.

quarta-feira, 27 de maio de 2009


AUSCHWITZ

Auschwitz-Birkenau é o nome de um grupo de campos de concentração localizado no sul da Polônia, símbolos do Holocausto perpetrado pelo nazismo. A partir de 1940 o governo alemão comandado por Adolf Hitler construiu vários campos de concentração e um campo de extermínio nesta área, então na Polônia ocupada. O objetivo principal do campo não era o de manter prisioneiros como força de trabalho (caso de Auschwitz I e III) mas sim de exterminá-los. Para cumprir esse objetivo, equipou-se o campo com quatro crematórios e câmara de gás.Cada câmara de gás podia receber até 2.500 prisioneiros por turno. O extermínio em grande escala começou na primavera de 1942.

Devemos ajudar nossos alunos para que cresçam com amor, respeito, dignidade, sem preconceitos e sem arrogâncias. Para que não se tornem pessoas insanas, capazes de cometer barbaridades como esta em Auschwitz, achando que há grupo de pessoas mais importantes e alguns sem importância.

Nossa tarefa é árdua, pois já existe nos pequenos um pouco de preconceito, contra negros, índios, deficientes. Foi possível notar este preconceito durante o trabalho sobre etnias, onde alunos negros ficaram com vergonha de dizer que os familiares eram negros e alunos com característica indígena não disseram que tinham índios na família. Nossa missão é lutar para que este preconceito desapareça e possamos ter adultos melhores, que não façam distinção entre as raças.

Acredito que se todos baterem na mesma tecla, conseguiremos bons resultados.

Se começarmos pelas crianças um tratamento de amor, na família, na escola, em todo o lugar, consequentemente eles aprenderão a amar o próximo e nunca permitirão que isto aconteça novamente. Não darão margem para nenhuma discriminação. Mas sabemos, a partir de nossa prática docente que este caminho é árduo, temos que competir com muitos ensinamentos “tortos”, pais que acreditam que deixando seu filho livre, este conhecerá o mundo, deixando seu filho brigar com colegas por pouca coisa, mostrará que é um homem, com traficantes que mostram a facilidade de ganhar dinheiro, as drogas que incutem uma vida sem problemas e muitas alegrias falsas.

Através de uma educação com valores morais, onde possam vivenciar exemplos de amizade, bem querer, atitudes de respeito, com certeza conseguiremos melhorar o mundo em que vivemos e algo como Auschwitz nunca mais.

terça-feira, 26 de maio de 2009

INCLUSÃO

Olhando os vídeos de necessidades Especiais deu para perceber que há maneiras diferentes de trabalhar com alunos especiais. A constituição desde 1988 coloca que toda criança que tiver 6 anos tem direito de frequentar a escola, e esta não pode recusar a vaga. Fico me perguntando como aceitar um aluno deficiente visual, se na escola não temos nada. No vídeo mostra que devemos ter professores de libras, interpretes, computadores adequados e outros materiais. As escolas não tem. Pelo menos na que trabalho não possui nada disso. Qualquer aluno deficiente que vier pedir vaga,será bastante complicado recebê-lo. Quando um aluno com deficiência aparecer para matricular-se na escola, esta escola não possui condições de recebê-lo, mas deve recebê-lo, quem irá ajudar esta escola para que esta fique adequada a este aluno? Quanto tempo este aluno ficará esperando para receber tratamento adequado? Com salas especiais, material diferenciado, professores especializados, que consigam atendê-lo, turmas com menor número de alunos. Depois de olhar os vídeos, fiquei mais preocupada, pois não temos condições de receber alunos com necessidades especiais físicas. Há falta de espaço físico adequado e nosso, pois agimos mais por intuição e amor do que preparação profissional para trabalhar com estas crianças.A inclusão é importante, porém precisamos estar amparadas para que exista qualidade para esta inclusão.
Deveríamos ter alguém especializado na escola para facilitar o trabalho com estas crianças, e para ajudar a professora, com salas de recursos, tirando o aluno um tempo da sala, para que possa realizar outras atividades, porque aluno de inclusão não consegue ficar bem em sala de aula as quatro horas, mas como na maioria das escolas não há nada para propor a eles, eles ficam na turma o tempo todo, a professora deve encontrar maneiras de ajudá-lo, sem prejudicar os outros 26 ou 27 colegas, que as vezes não entende a situação do aluno de inclusão e querem fazer o mesmo que ele, trazendo assim um “pequeno” problema, para a professora resolver. A inclusão mal planejada, irresponsável pode trazer danos psicológicos e momentos de estres para os profissionais da educação e também para o aluno de inclusão e seus colegas.
Ao chegar em nossa turma um aluno de inclusão deveríamos exigir condições de ensino à instituição. Isto não é se negar a aceitar esta criança é sim se preocupar com ela e com os demais na turma, não podemos permitir que alunos com NEEs entrem em nossas salas somente para convivência em grupo, alem da socialização há a questão da aprendizagem, deve haver algum recurso para que esta criança possa interagir e participar das aulas propostas , claro que dentro de suas possibilidades, sem perturbar e trazer indisciplina aos demais, cada caso é um caso, se a participação não puder ser igual aos demais , mas respeitando suas limitações poder mostrar algum progresso para que possamos fazer uma avaliação positiva do nosso trabalho e para que posamos avalia-la coerentemente, sem sentirmos desgosto, desmotivação pelo nosso trabalho., cuidando da nossa saúde, pois com alunos de inclusão em sala de aula, sem o apoio necessário podemos ficar estressadas, e estressadas podemos botar tudo a perder, toda uma construção de anos.
Inclusão deve ser algo repensado.

quarta-feira, 20 de maio de 2009


FILME: O CLUBE DO IMPERADOR

Assisti o filme: O Clube do Imperador, da disciplina de Filosofia da Educação. Ele conta a história de um professor de um internato só de meninos, filhos de famílias de classe alta. É um professor de História, apaixonado pela sua disciplina e quer que todos os seus alunos saibam sobre história e tenham um bom caráter. Sua turma tinha alunos muito bons e estudiosos, até que apareceu um filho de um político influente, um menino rebelde, sem limites, sem educação para com os outros, só pensando em infringir as regras, sem dar importância as aulas e desafiando o professor.Mas com o tempo este aluno melhorou. Era comum naquela escola ter todo final de ano um concurso, onde só os três melhores iriam participar. No momento de dar a nota este aluno “rebelde” ficou em 4º lugar. O professor pensou, pensou... e acreditando naquele aluno, resolveu mudar a sua nota, como um incentivo, pois ele estava melhorando. Mas o aluno não deu o devido valor ao esforço do professor e o decepcionou, colando no concurso. Vinte e cinco anos depois este aluno quis fazer novamente o concurso. Chamou todos os ex-colegas e o professor. Que foi acreditando novamente no aluno. Mas, este de novo o decepcionou. O professor ficou triste achando que havia fracassado como educador. No final ele percebeu que só com aquele aluno ele havia fracassado, porque aquele já tinha um histórico familiar de corrupção e em tudo levar vantagem.

Trabalho em uma escola de periferia em que algumas vezes há necessidade de ajudar os alunos um pouquinho em sua nota, observando o seu esforço, a sua ajuda familiar, a sua educação com os colegas a sua vontade de ir adiante. Alguns nos deixam feliz, pois continuam se esforçando. Outros por terem passado de ano sem grandes esforços, nos decepcionam. A atitude deste professor, foi sofrida, assim como a nossa atitude em um final de ano onde temos o compromisso de passar ou reprovar um aluno,também é muito sofrida, observamos muita coisa além da nota que ele tirou em trabalho e avaliações individuais. Mas, muitas vezes eu me pergunto até que ponto isto é certo? O aluno não está bem na leitura , na escrita, mas sabe muito bem a matemática, damos uma chance a ele. Quando chega lá pela 6ª série, este aluno não sabe escrever palavras comuns, tem muitos erros de português, não sabe produzir um texto, porque é um aluno que não lê, mas continua bom em matemática e em outras matérias onde precisa ler e pensar ele também não vai bem.

Nós como professores devemos acreditar em nossos alunos, mas quando acontece algo errado devemos repreendê-lo, mostrando o caminho certo. Muitas vezes deparamos com atitudes das famílias, que não tem como certo o mesmo caminho que ensinamos. Mas mesmo assim, devemos acreditar que se lançarmos uma sementinha do bem em muitos corações ela germinará. E mesmo que como este professor do filme, teve uma decepção, nós com certeza teremos, mas a semente lançada ajudará a muitos alunos levando-os para um bom caminho.