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terça-feira, 27 de abril de 2010

Trabalhando com PA


Depois de tantos anos de magistério, é a primeira vez em que deixo os alunos decidirem como e o que iremos estudar. Sinto que os alunos não estão preparados, mas se iniciarmos este processo, logo no 1º ano, deixar eles pensar o que querem realmente estudar, acredito que chegarão no 4º ano bem mais preparados. Vejo nos meus alunos muitas dificuldades, eles não conseguem fazer as coisas sem ser bastante instigados. Demoram muito para decidir o que fazer, que pergunta podem realizar para obter uma resposta que faça sentido. Como é o primeiro PA na vida deles, e também na minha como professora, acho um pouco fraco. Tenho vontade de trazer os textos informativos, trabalhar mais com conteúdos, fazer muitos exercício de fixação, formular questões para as entrevistas, mas fico me segurando e deixo eles pensarem.
Até a questão do trabalho em grupo na sala, é muito difícil. Todos estavam acostumados a trabalhar mais individual em filas, sem se preocupar com o colega. Agora precisam ajudar!!!
Estou aprendendo com este PA a ter paciência, acreditar mais no aluno,

segunda-feira, 12 de abril de 2010

PROJETO DE ATIVIDADES

Hoje iniciei com meus alunos o Projeto de Atividades, que iremos trabalhar no decorrer do estágio e quem sabe alguns meses alem. Saímos para dar uma volta pela comunidade da escola, onde deveriam registrar, fotografar ou filmar, tudo o que lhes chamassem a atenção para fazermos um estudo em sala de aula. Ninguém trouxe máquina fotográfica, uns cinco trouxeram celular para tirar fotos. Eles estavam muito empolgados com esta novidade. Quem não tinha celular levou caderno e lápis para ir anotando. Foi muito interessante porque muitos perguntavam para mim se poderiam anotar tal coisa, eu sempre repetia se é o que você quer estudar pode anotar. Para alguns foi bem difícil saber o que anotar, anotava conforme os comentários dos colegas. Andamos um pouco e como já haviam anotado muitas coisas voltamos para a escola. Foi um passeio muito tranqüilo e gostoso, eles estavam atentos a animais, lixos, casas, e mostrando onde moravam. De volta para a sala, conversamos que amanhã, iremos fazer uma lista dos assuntos, os que tiverem mais anotações serão os primeiros a serem estudados. Hoje não continuamos porque era horário da educação-física.

terça-feira, 13 de outubro de 2009

PROJETOS DE APRENDIZAGENS

É muito interessante um trabalho desenvolvido por PA, pois trabalha capacidades pessoais, sociais, envolve várias disciplinas e o aluno não estuda conteúdos isolados, estuda só os que interessam realmente para a realização do PA. No decorrer das descobertas os alunos poderão comprovar suas certezas e encontrar respostas para as dúvidas, poderão surgir novas certezas e dúvidas, trazendo assim um grande aprendizado em várias áreas do conhecimento. Trabalhando em grupo possibilita o diálogo, a troca de informações, devem aprender a respeitar o outro com suas idéias e limitações.
Mas colocar um PA em prática em uma escola de periferia, onde muitos alunos possuem deficiência na aprendizagem, agressividade a flor da pele, acredito ser um grande desafio. Pois não podemos contar com os pais, dos quais muitos são analfabetos, não possuem material de pesquisa, como jornais, revistas, etc. É um trabalho que mexe com as estruturas de muitos professores e familiares, que estão acostumados com uma maneira mais tradicional. Nossos projetos são feitos por nós, com pouca participação dos alunos. Levando para casa algumas atividades fáceis de resolver, as quais muitas respostas estão no caderno, e se não tiver no caderno os pais vão até a escola questionar, como o filho vai responder se não há respostas no caderno, não possuem o costume de pesquisar.
Num PA o aluno será um agente ativo, buscando, fazendo sua própria pesquisa, em livros, revistas, com pais e internet. Devem organizar uma página onde todo o grupo posta as suas descobertas e aprendizagens.
Este é outro problema que teremos, como vamos trabalhar um PA usando a tecnologia, se em nossas escola há poucos computadores ( 9 ), sendo nossas turmas com um grande número de alunos (27 a 30)? (Esta questão é algo para ser bem pensado).
Para trabalharmos um bom PA, temos um grande desafio, devemos ter o apoio de todos da escola e famílias.

quarta-feira, 12 de novembro de 2008

SÍNTESE SOBRE EFEITO ESTUFA


Concluindo o Trabalho sobre Efeito Estufa:
Ao contrário do que se pensa, o efeito estufa acontece para preservar o planeta. É a forma que a Terra tem de manter sua temperatura constante. Desta forma é possível a vida na terra. O problema é que, ao lançar muitos gases do efeito estufa(GEEs) na atmosfera, o planeta se torna quente cada vez mais, podendo levar à extinção da vida na Terra. Cerca de 35% da radiação que recebemos é refletida para o espaço, ficando os outros 65% retidos na Terra. Efeito estufa é retenção de calor no planeta devido à concentração de gases como o dióxido de carbono, metano, óxidos de azoto e ozônio. O que causa danos ao meio ambiente é quando há intensificação desses gases, causada por ações da natureza e agravadas pelo homem. Boa parte dos gases que impedem a dispersão dos raios solares vem da queima de combustíveis fósseis (carvão, petróleo e derivados) ou de florestas ( ao desmatar, muitas pessoas queimam a madeira que não tem valor comercial. O gás carbônico (CO2) contido na fumaça sobe para a atmosfera e se acumula a outros gases aumentando o efeito estufa. No Brasil, 75% das emissões são provenientes do desmatamento). Contudo, a própria natureza libera esses agentes, como o metano (CH4), que é proveniente da decomposição animal ou vegetal. Nos últimos 150 anos, o ser humano descobriu como trabalhar com a ajuda das máquinas, como o automóvel e as caldeiras nas indústrias. Para fazer as máquinas funcionarem, começou a extrair carvão e petróleo para transformá-los em combustíveis. Acontece que a queima dos combustíveis provoca a emissão de gases poluentes em excesso. Nos últimos anos, a concentração de gás carbônico na atmosfera vem aumentando rapidamente. Quando um automóvel queima gasolina, um dos principais gases que saem do escapamento é o gás carbônico, que aumenta o efeito estufa natural do nosso planeta. Das chaminés das fábricas também são emitido gás carbônico, derivado da queima de combustíveis fósseis como o carvão, gás natural e petróleo. Os setores industriais com uso mais intensivo de energia são os de produção de aço e ferro, a indústria química e de fertilizantes, produção de alumínio, fundição de metais, refinamento de petróleo, minerais, celulose e papel, os quais respondem por, aproximadamente, 85% do total das emissões de gás carbônico no mundo. Muitas indústrias já fazem uso de tecnologias modernas para a redução de emissões de poluentes, entre eles, os gases de efeito estufa. entretanto, ainda existem indústrias antigas que necessitam aprimorar seu processo de eficiência energética. Outro gás de efeito estufa é o metano, emitido por vacas e bois em seu processo digestivo. Como o planeta é responsável por um grande consumo de alimentos derivados destes animais, a emissão destes gases fica quase que inevitável. O metano também está presente nos pântanos e áreas alagadas, por isso o cultivo do arroz também é responsável por uma grande quantidade de liberação deste gás. Na agricultura percebe-se uma grande quantidade de liberação de gases de efeito estufa, principalmente quando adiciona-se fertilizantes para aumentar a produção. Nestes fertilizantes encontramos grande quantidade de nitrogênio, que acabam liberando gases nitrosos, que é outro gás de efeito estufa. As queimadas são outra fonte responsável de liberação de gás de efeito estufa, por isso o Brasil deve se esforçar ao máximo pela preservação da Floresta Amazônica, ou pelo que ainda restou dela, com isso além de preservarmos uma grande fonte de riquezas naturais, também vamos estar diminuindo a quantidade de gases em nossa atmosfera. DE 2004 a 2006, observou-se uma queda acentuada da taxa de desmatamento na Amazônia, de mais de 50% correspondendo a uma redução de quase meio milhão de toneladas de dióxido de carbono (CO2), gás que é o principal responsável pelo aquecimento global do planeta. Segundo informações do MMA, a redução do desmatamento evitou, nesse período, a emissão de cerca de 430 milhões de toneladas de gás carbônico na atmosfera. A diminuição do desmatamento na Amazônia Legal permitiu que o Brasil ficasse em oitavo lugar na lista dos países que mais lutam contra as mudanças climáticas, entre as 56 nações mais poluentes do planeta. O fato é que a principal causa do aumento do efeito estufa é o alto consumo de produtos industrializados, o uso inadequado de máquinas, veículos e outros mecanismos que funcionam a base de combustíveis fósseis e a depredação de nossa natureza. É importante que a humanidade reduza a emissão destes gases de efeito estufa rapidamente, para que possamos utilizar os recursos naturais de nosso planeta de uma forma sustentável, ou seja, gerando benefícios para nossas vidas e não visando apenas o capitalismo, como é o que vem ocorrendo. Para isso é necessário que utilizemos mais energia proveniente da radiação solar e aeólica, que não produzem tantos gases nocivos. Os biocombustíveis também são uma forma de diminuir a emissão de gases de efeito estufa. Mas a produção de tudo que consumimos é proveniente de energia. Esse consumo em geral é necessário que seja diminuido de um modo significativo, para que assim tenhamos uma diminuição considerável. O setor energético é responsável por 23% de emissões de CO2 no Brasil. O fato é que devemos nos concientizar que é necessário para a vida de nosso planeta a diminuição do consumo excessivo e desnecessário. Cuidar da saúde de nosso planeta é preservar o meio ambiente de um modo sadio e utilizar energia e recursos naturais de uma maneira inteligente e consciente. Cada um de nós pode fazer parte disso com ações simples, como não disperdiçar água, alimentos, produtos gerais de consumo, utilizar de mecanismos voltados a reciclagem,diminuir o desmatamento, incentivar o uso de energias renováveis, melhorar o transporte público, assim é possível iniciarmos uma diminuição considerável. Alguns países preocupados com esse aumento no efeito estufa, reuniram-se formando um acordo, denominado "Protocolo de Kyoto" visando a redução dos cinco gases responsáveis pelo aumento do efeito estufa, além do gás carbônico, que são: metâno, óxido nitroso e três gases a base de flúor. A redução firmada neste acordo, seria de 5%, que consistiria na alteração de sistema de transportes,(em todo o mundo o número de veículos automotores individuais cresce a proporções significativas enquanto que os investimentos em transportes públicos de qualidade não acompanham tal tendência. Nesse sentido, a perspectiva de majoração de emissões pelo setor de transporte que utiliza, basicamente , combustíveis fósseis e que já ocupa a segunda posição em termos de emissões globais de gases de Efeito Estufa é preocupante), de uso de energia desnecessária e o consumo abusivo de produtos industrializado e de recursos naturais. O ruim é saber é que nem todos paises estão colaborando com esse acordo, colocando em prática estas ações. O tempo está passando e a situação está cada vez mais se agravando. Dados têm mostrado que a diminuição proposta pelo acordo internacional, já não é mais suficiente para garantir a segurança do nosso planeta. Isso porque os oceanos já não têm mais conseguido absorver o gás carbônico presente em nossa atmosfera e o solo ainda tem liberado mais e mais. Com isso a previsão para nosso futuro é de possíveis impactos ambientais e climáticos, como o aumento da temperatura média em nosso planeta em cerca de três à sete graus centígrados. Aumento das chuvas, o descongelamento das geleiras, sem contar nas mudanças em fenômenos naturais. Se observarmos ao nosso redor já vamos identificar essas mudanças climáticas, desde a mudança das características das estações do ano, até desastres ambientais que vêm ocorrendo ao nosso redor, como são os casos dos alagamentos, tempestades de neve e estiagens longas. Uma das piores conseqüências previstas no longo prazo é a expansão de doenças tropicais - como malária, dengue, febre amarela, cólera, salmoneloses, leishmaniose, leptospirose e infecção por hantavírus - para regiões temperadas, sem contar as doenças respiratórias. Na saúde os efeitos das mudanças climáticas se farão sentir por três mecanismos distintos que , de alguma forma, implicarão em mudanças nas condições ambientais, afetando as condições sociais, entre elas o sistema de saúde. Os impactos na saúde poderão ocorrer por meio de exposições diretas (desastres e catástrofes naturais); exposições indiretas (alterações na produção de alimentos e na dinâmica de vetores) e rupturas sócio-econômicas. As conseqüências das mudanças ocorridas no clima poderão alterar o estado de saúde de milhões de pessoas, afetando de forma negativa, principalmente, aquelas com baixa capacidade de adaptação e resposta aos impactos. No Brasil, podem ser identificados os seguintes efeitos: aumento da desnutrição, com implicações no crescimento e desenvolvimento infantil; aumento de mortes, doenças e ferimentos por causa das ondas de calor, inundações, tempestades, incêndios e secas; aumento das conseqüências negativas da diarréia; aumento da freqüência das doenças cardio-respiratórias em decorrência do aumento da concentração de ozônio na baixa atmosfera; alteração da distribuição espacial de vetores de doenças infecciosas, com aumento da incidência de malária e dengue; aumento da região afetada pela seca bem como a sua intensidade, prejudicando ainda mais a disponibilidade hídrica; aumento do risco de fome, já que a produção de alimentos poderá ser significativamente prejudicada. O sistema climático e os recursos hídricos estão complexamente interconectados, de modo que, a alteração em um dos sistemas implica modificação no outro. Estudos realizados demonstram que a demanda por água tende a aumentar enquanto a disponibilidade hídrica, principalmente nas regiões de baixas latitudes, tende a diminuir. Mostram ainda, que, com vazões mais baixas e temperaturas da água mais elevadas, os efeitos da poluição, nos corpos hídricos, serão intensificados, reduzindo ainda mais a disponibilidade hídrica. Com a alteração da temperatura atmosférica e oceânica, está prevista a potencialização dos eventos hidrológicos críticos, como chuvas mais intensas em determinadas regiões e secas mais prolongadas em áreas já castigadas pela escassez hídrica.
As populações mais atingidas pelas variações climáticas, serão as de menor renda e nível educacional. Segundo o IPPC, um aumento de 3,5%C na temperatura pode levar a uma perda de 30% de áreas úmidas co9steiras, como pântanos, além de afetar milhões de pessoas por enchente e inundações. A implantação de medidas às mudanças climáticas nas áreas urbanas é essencial para garantir a qualidade de vida, para as presente e próximas gerações, tendo em vista a crescente aglomeração urbana. As variações climáticas devem ser consideradas no planejamento urbano, permitindo prever e evitar a convergência de zonas habitadas com áreas que apresentem riscos como o de deslizamentos. As mudanças climáticas, principalmente pelos aumentos de temperatura, já estão afetando e podem causar impactos bastante intensos nos ecossistemas naturais, causando a destruição ou a degradação do habitat e a perda permanente da produtividade, ameaçando tanto a biodiversidade como o bem estar humano. Em relação aos ecossistemas naturais, os dados do 4º relatório de avaliação do IPCC projetam que até meados do século, os aumentos de temperatura e as correspondentes reduções da água no solo, devem fazer com que porções da floresta tropical na Amazônia se tornem área de cerrado, um processo conhecido como “savanização”, no leste da Amazônia. Além da Amazônia, outros ecossistemas como o Pantanal, Cerrado, Mata Atlântica e Caatinga poderiam ser comprometidos devido ao aumento das temperaturas e mudanças nos regimes de chuvas, tanto em volume como em distribuição. No caso da Caatinga, por exemplo, num cenário pessimista, o clima poderia mudar de semi-árido para árido e a Caatinga seria substituída por um tipo de semi deserto com vegetação do tipo cactácea. A Caatinga é o único bioma exclusivamente brasileiro, e abriga uma flora e fauna únicas, com muitas espécies endêmicas. Há um risco de perda significativa de biodiversidade por causa da extinção de espécies .A industrialização acelerada e a emissão de poluentes no ar são os grandes vilões da liberação de gases como o dióxido de carbono (CO2), o óxido nitroso (N2O) e compostos de clorofluorcarbono (CFC), e o conseqüente aumento de suas concentrações na atmosfera. Apesar disso, o desmatamento de florestas também compromete a dissipação de calor, pois as árvores absorvem dióxido de carbono. O derretimento das camadas polares é uma das conseqüências mais preocupantes do fenômeno, já que o agravamento do problema pode elevar o nível do mar e fazer desaparecer as ilhas e terrenos de baixa altitude. Outros prejuízos são as alterações climáticas, que provocam tempestades ou estiagens. Cientistas afirmam que, em alguns séculos, o efeito estufa pode mudar a vida no planeta. De acordo com um levantamento realizado pela Noaa (Administração Nacional dos Oceanos e da Atmosfera, na sigla em inglês), órgão do governo americano, a emissão de gases de efeito estufa aumentou cerca de 1,25% no mundo entre 2004 e 2005. O problema do aumento dos gases estufa e sua influência no aquecimento global, tem colocado em confronto forças sociais que não permitem que se trate deste assunto do ponto de vista estritamente científico. Alinham-se, de um lado, os defensores das causas antropogênicas como principais responsáveis pelo aquecimento acelerado do planeta. A primeira conseqüência do desmatamento é a destruição da biodiversidade, como resultado da diminuição ou, muitas vezes, da extinção de espécies vegetais e animais. As florestas tropicais tem uma enorme biodiversidade e um incalculável valor para as futuras gerações. Muitas espécies que podem ser a chave para a cura de doenças, usadas na alimentação ou como novas matérias-primas, são totalmente desconhecidas do homem urbano-industrial e correm o risco de serem destruídas antes mesmo de conhecidas e estudadas. Esse patrimônio genético é bastante conhecido pelas várias nações indígenas que habitam as florestas tropicais, notadamente a Amazônia. Mas essas comunidades nativas também estão sofrendo um processo de genocídio e etnocídio que tem levado à perda de seu patrimônio cultural, dificultando, portanto, o acesso aos seus conhecimentos.
Contudo nosso grupo chegou a conclusão que esse problema é serio, estamos vivenciando uma crise ambiental nunca vista na história e terá consequências desastrosas para o nosso futuro, a única saída é conscientização urgente por parte não apenas das autoridades, mas da população mundial em geral, uma alteração profunda nos modos de produção e consumo, mudando os padrões sobre os quais se estruturam as relações econômicas, sociais, ambientais, culturais, éticas e outras para que possamos construir e vivenciar sociedades sustentáveis. O futuro do planeta corre um grande risco!

segunda-feira, 10 de novembro de 2008

Reflexão individual do PA

Reflexão individual sobre os trabalhos com projetos.

Todo o trabalho em grupo nos traz aprendizagens. Este trabalho também nos trouxe reflexões. Acredito que as maiores dificuldades que encontramos foi inicialmente entender como seria feito este projeto, no início achamos que era para trabalhar com os alunos, então estávamos indo por um caminho, outra dificuldade foi trocarmos idéias, pois não fechava nossos horários, como não tínhamos combinado alguns horários para encontros on-line, ficou meio devagar o andamento do projeto. Depois da aula presencial, conseguimos dar um novo rumo ao nosso projeto. Combinamos conversas por e-mails, por celular e pelo MSN, assim tudo ficou mais fácil e organizado.

Esta é uma metodologia interessante, porque nos faz pensar em uma questão de investigação de um assunto que temos curiosidade, sobre as certezas que já temos do assunto e as dúvidas que nos cercam sobre o mesmo. Tendo as certezas e as dúvidas definidas, o caminho para pesquisa fica mais claro.

Talvez em uma sala de vinte e poucos alunos fique mais difícil definir um assunto, como eles não pesquisam sozinhos a professora deve dar muitas orientações, talvez seja muito cansativo, mas acredito que se todos se empenharem haverá muitas aprendizagens.

Na minha sala de aula trabalho com projetos, escolhidos por mim, conforme as necessidades da turma, ou algum tema necessário para estudo, todos buscando as mesmas informações sempre funcionou bem.

terça-feira, 7 de outubro de 2008

Mapa Conceitual


Hoje tentei e consegui fazer um simples mapa conceitual. É mais uma ferramenta para poder usar, sei que esta ferramenta tem várias utilidades. Mas por enquanto sabendo escrever nos lugares já é ótimo.

segunda-feira, 6 de outubro de 2008

Efeito Estufa - Sustentabilidade

Pedi aos meus alunos que perguntassem em casa o que é Efeito Estufa. Eu imaginei que alguns não sabiam , mas para a minha surpresa, a maioria não trouxe resposta nenhuma. Alguns esqueceram até de perguntar.
Um assunto tão importante! E tanta gente sem saber nada! Isto é assustador!!!
Cada um de nós tem um pouquinho de culpa. Veja o artigo do Helio Mattar sobre sustentabilidade.

O frango, a gravata e a sustentabilidade

Se você come frango ou carne ou usa terno e gravata, pode estar contribuindo para o aquecimento global. Parece fora de propósito?

Leia outros artigos do autor, indicados no final deste texto.

[img1]Se você come frango ou carne, consome óleo de soja ou usa terno e gravata, pode estar contribuindo para o aquecimento da Terra e para as conseqüentes mudanças climáticas. Parece fora de propósito? Vejamos o que está por trás.

Estima-se que, nos últimos 30 anos, 14% da Floresta Amazônica foi derrubada, o equivalente a um estado de Alagoas devastado por ano.

Nossa tendência "natural" é culpar o governo. Porém, dada a imensidão da floresta, a fiscalização pelo governo - embora essencial - será sempre insuficiente. Para uma solução estrutural, é preciso alinhar os interesses relativos à sustentabilidade ambiental aos interesses econômicos que provocam a derrubada da floresta.

A retirada da madeira não é o alvo de tais interesses, apenas a conseqüência. O interesse central é a expansão da fronteira agrícola para pecuária e o cultivo da soja. Essas são as atividades que usufruem diretamente - e no longo prazo - do desmatamento.

Como estancar esse processo?

Os consumidores têm um papel determinante. De um lado, escolhendo produtos feitos com madeira certificada, uma forma de reduzir - e, até mesmo, eliminar - a demanda pelas madeiras extraídas ilegalmente.

De outro, se o consumidor tiver informações sobre a origem da carne, da soja e do frango que consome, poderá comprar apenas os alimentos cuja produção não tenha nenhuma relação com as áreas desmatadas. Essa atitude certamente levaria a uma redução significativa do desmatamento da Amazônia.

A fórmula funciona. Basta ver que a pressão - vinda principalmente do consumidor europeu - levou o McDonald's e a Cargill a evitar a compra, respectivamente, de carne ou soja produzidas em áreas de desmatamento recente.

Certamente o leitor está se perguntando o que a gravata tem a ver com tudo isso. Pois bem. No verão, em grande parte do mundo, os escritórios usam ar condicionado. Se os homens estiverem vestindo terno e gravata, será preciso reduzir a temperatura em cerca de 2 graus Celsius adicionais para que se sintam confortáveis em suas roupas. Essa redução exige um maior uso do ar condicionado, que exige maior gasto de energia elétrica, que provoca maior emissão de carbono, que contribui, adicionalmente, para o aquecimento da Terra.
As pessoas geralmente consideram que, sozinhas, não farão a menor diferença para a sustentabilidade do planeta. No entanto, alguns exemplos podem deixar claro quão importante são os atos cotidianos de consumo ao longo da vida de cada indivíduo.

No caso do ar condicionado, com a redução da demanda em 2 graus, tanto no verão como no inverno, nos EUA, evita-se a emissão de 900 kg de CO2 por ano. No Brasil, dada a matriz energética diferente, tem-se uma emissão de CO2 na geração de energia elétrica equivalente a um terço da emissão norte-americana. Portanto, evitaríamos a emissão de 300 kg de CO2 por ano ou o equivalente à absorção de CO2 por 62 árvores nativas da Mata Atlântica ou de 16 árvores de pinus em uma plantação recente. E estamos falando apenas de um aparelho de ar condicionado quente e frio.

Um único indivíduo pode contribuir expressivamente para a sustentabilidade do planeta. Para que isso aconteça, os grandes desafios são:
a)dar a conhecer aos consumidores a relação de cada ato de consumo com seus impactos na sociedade e no meio ambiente e
b)despertar, nos consumidores, a consciência do poder de suas escolhas de consumo na contribuição para a sustentabilidade.

Nesse sentido, o papel da mídia é crucial para tornar o consumo consciente um fenômeno coletivo, induzindo os consumidores a assumir o papel de grandes agentes da mudança.
E nós sabemos que a mídia, assim como as empresas, são sensíveis às opções dos consumidores.

A grande mudança acontecerá quando os consumidores começarem, coletivamente, a reivindicar o direito de conhecer as origens e os processos de produção das mercadorias que consomem, para que possam fazer escolhas conscientes em seus atos de compra e em seu estilo de vida.

* Helio Mattar,doutor em engenharia industrial pela Universidade Stanford (EUA), é idealizador, co-fundador e diretor-presidente do Instituto Akatu pelo Consumo Consciente. Foi co-fundador do Instituto Ethos de Empresas e Responsabilidade Social, de cujo conselho é membro.

Leia também:
A escolha nossa de cada dia
Consumo como ato de solidariedade
Responsabilidade social: uma questão de identidade

Por Helio Mattar
Se você come frango ou carne, consome óleo de soja ou usa terno e gravata, pode estar contribuindo para o aquecimento da Terra e para as conseqüentes mudanças climáticas. Parece fora de propósito? Vejamos o que está por trás.

Estima-se que, nos últimos 30 anos, 14% da Floresta Amazônica foi derrubada, o equivalente a um estado de Alagoas devastado por ano.

Nossa tendência "natural" é culpar o governo. Porém, dada a imensidão da floresta, a fiscalização pelo governo - embora essencial - será sempre insuficiente. Para uma solução estrutural, é preciso alinhar os interesses relativos à sustentabilidade ambiental aos interesses econômicos que provocam a derrubada da floresta.

A retirada da madeira não é o alvo de tais interesses, apenas a conseqüência. O interesse central é a expansão da fronteira agrícola para pecuária e o cultivo da soja. Essas são as atividades que usufruem diretamente - e no longo prazo - do desmatamento.

Como estancar esse processo?

Os consumidores têm um papel determinante. De um lado, escolhendo produtos feitos com madeira certificada, uma forma de reduzir - e, até mesmo, eliminar - a demanda pelas madeiras extraídas ilegalmente.

De outro, se o consumidor tiver informações sobre a origem da carne, da soja e do frango que consome, poderá comprar apenas os alimentos cuja produção não tenha nenhuma relação com as áreas desmatadas. Essa atitude certamente levaria a uma redução significativa do desmatamento da Amazônia.

A fórmula funciona. Basta ver que a pressão - vinda principalmente do consumidor europeu - levou o McDonald's e a Cargill a evitar a compra, respectivamente, de carne ou soja produzidas em áreas de desmatamento recente.

Certamente o leitor está se perguntando o que a gravata tem a ver com tudo isso. Pois bem. No verão, em grande parte do mundo, os escritórios usam ar condicionado. Se os homens estiverem vestindo terno e gravata, será preciso reduzir a temperatura em cerca de 2 graus Celsius adicionais para que se sintam confortáveis em suas roupas. Essa redução exige um maior uso do ar condicionado, que exige maior gasto de energia elétrica, que provoca maior emissão de carbono, que contribui, adicionalmente, para o aquecimento da Terra.
As pessoas geralmente consideram que, sozinhas, não farão a menor diferença para a sustentabilidade do planeta. No entanto, alguns exemplos podem deixar claro quão importante são os atos cotidianos de consumo ao longo da vida de cada indivíduo.

No caso do ar condicionado, com a redução da demanda em 2 graus, tanto no verão como no inverno, nos EUA, evita-se a emissão de 900 kg de CO2 por ano. No Brasil, dada a matriz energética diferente, tem-se uma emissão de CO2 na geração de energia elétrica equivalente a um terço da emissão norte-americana. Portanto, evitaríamos a emissão de 300 kg de CO2 por ano ou o equivalente à absorção de CO2 por 62 árvores nativas da Mata Atlântica ou de 16 árvores de pinus em uma plantação recente. E estamos falando apenas de um aparelho de ar condicionado quente e frio.

Um único indivíduo pode contribuir expressivamente para a sustentabilidade do planeta. Para que isso aconteça, os grandes desafios são:
a)dar a conhecer aos consumidores a relação de cada ato de consumo com seus impactos na sociedade e no meio ambiente e
b)despertar, nos consumidores, a consciência do poder de suas escolhas de consumo na contribuição para a sustentabilidade.

Nesse sentido, o papel da mídia é crucial para tornar o consumo consciente um fenômeno coletivo, induzindo os consumidores a assumir o papel de grandes agentes da mudança.
E nós sabemos que a mídia, assim como as empresas, são sensíveis às opções dos consumidores.

A grande mudança acontecerá quando os consumidores começarem, coletivamente, a reivindicar o direito de conhecer as origens e os processos de produção das mercadorias que consomem, para que possam fazer escolhas conscientes em seus atos de compra e em seu estilo de vida.

* Helio Mattar,doutor em engenharia industrial pela Universidade Stanford (EUA), é idealizador, co-fundador e diretor-presidente do Instituto Akatu pelo Consumo Consciente. Foi co-fundador do Instituto Ethos de Empresas e Responsabilidade Social,

http://planetasustentavel.abril.uol.com.br/noticia/sustentabilidade/conteudo_272957.shtml


quarta-feira, 24 de setembro de 2008

Projeto de Aprendizagem


EFEITO ESTUFA O QUE É?

O efeito estufa ou efeito de estufa é um processo que ocorre quando uma parte da radiação solar refletida pela superfície terrestre é absorvida por determinados gases presentes na atmosfera. Como conseqüência disso, o calor fica retido, não sendo liberado ao espaço. O efeito estufa dentro de uma determinada faixa é de vital importância, pois sem ele, a vida como a conhecemos não poderia existir.

O que se pode tornar catastrófico é a ocorrência de um agravamento do efeito estufa que desestabilize o equilíbrio energético no planeta e origine um fenômeno conhecido como aquecimento global. O IPCC (Painel Intergovernamental para as Mudanças Climáticas, estabelecido pelas Nações Unidas e pela Organização Meteorológica Mundial em 1988) no seu relatório mais recente [1] diz que a maior parte deste aquecimento, observado durante os últimos 50 anos,se deve muito provavelmente a um aumento dos gases do efeito estufa.

Um dos piores gases é o metano, cerca de 20 vezes mais potente que o dióxido de carbono,é produzido pela flatulência dos ovinos e bovinos, sendo que a pecuária representa 16% da poluição mundial. Cientistas procuram a solução para esse problema e estão desenvolvendo um remédio para tentar resolver o caso.

O efeito estufa, embora seja prejudicial em excesso, é na verdade vital para a vida na Terra, pois é ele que mantém as condições ideais para a manutenção da vida, com temperaturas mais amenas e adequadas. Porém, o excesso dos gases responsáveis pelo Efeito Estufa, ao qual desencadeia um fenômeno conhecido como Aquecimento Global, que é o grande vilão.

http://pt.wikipedia.org/wiki/Efeito_estufa