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quarta-feira, 14 de outubro de 2009

ALFABETIZAÇÃO DE ADULTOS


Alfabetização de adultos: ainda um desafio. Este título e este texto da Regina Hara, expressa muito bem as dificuldades encontradas por educadores e educandos para que tenham uma alfabetização de adultos com qualidade. Como o texto mesmo diz:
“Os desafios que os educadores têm tido nas várias práticas de escolarização popular não são pequenos. Dificuldades em ensinar, em lidar com a motivação, em conseguir ganhos de consciência são permanentes nos depoimentos daqueles que buscaram o trabalho com adultos das camadas populares.
Seus desafios são enormes na busca de instrumentos e elementos políticos
que tornem possível o controle destes setores pelas camadas populares, ao mesmo tempo em que buscam processos sistemáticos de ação educativa com competência e que possam garantir a aprendizagem com qualidade.” HARA, Regina. Alfabetização de adultos: ainda um desafio. 3. ed. São Paulo: CEDI, 1992.
Para os educandos também não é nada fácil, estudar depois de uma certa idade, a sociedade, os problemas familiares, a motivação, o peso que cada um deve dar para os seus objetivos a serem alcançados, deve ser bem pensado e pesado. Precisam atravessar muitos obstáculos. Ilustra muito bem o texto, quando nos diz:

“Sabemos que para os adultos das camadas populares, dentre as adversidades que a sociedade lhes impõe, a questão da escolarização tem peso menor para a sua sobrevivência. Questões como habitação, saúde, emprego, alimentação, transporte, são prioritárias em relação aos processos escolares.
HARA, Regina. Alfabetização de adultos: ainda um desafio. 3. ed. São Paulo: CEDI, 1992.

Depois da troca de idéias no fórum e da leitura do texto, pude perceber o quanto é grande o desafio do professor da EJA, há muitos obstáculos para que um aluno continue e termine a sua formação: o professor não pode ter a mesma metodologia usada com os pequenos, deve fazer uma leitura do mundo, trazendo o conhecimento de cada um, refletindo criticamente sobre a realidade da nossa sociedade, buscar em cada educando o porquê de continuar/começar os estudos, cada educando deve ter claro quais são os seus objetivos, o professor ainda deve tentar apagar ou amenizar as lembranças frustrantes que cada um teve enquanto criança de professores bravos e sem paciência que recorriam a castigos físicos e humilhações, uma recordação de fracasso. Mas acredito que a recompensa é muito maior do que a alfabetização de crianças, porque adultos já viveram o problema de não saber ler e escrever, assim este aprendizado em suas vidas vale ouro!


Bibliografia:
HARA, Regina. Alfabetização de adultos: ainda um desafio. 3. ed. São Paulo: CEDI, 1992.

quinta-feira, 3 de setembro de 2009

EJA (Educação de Jovens e Adultos)


A FUNÇÃO DA EJA

A Educação de Jovens e Adultos ( EJA) representa uma dívida social não reparada para com aqueles que não tiveram acesso e nem domínio da escrita e da leitura. Dos que tiveram uma interrupção forçada de seus estudos, seja pela repetência ou evasão, seja pelas desigualdades de permanência ou outras condições adversas. Ser privado deste acesso é a perda de um instrumento imprescindível para uma presença significativa na sociedade. Deve ser saudada como uma reparação corretiva, ainda que tardia possibilitando aos indivíduos novas inserções no mundo do trabalho, na vida social. Por isso foi criado a EJA, para que todos tivessem um bom desenvolvimento de suas habilidades e adquirir um nível profissional mais qualificado. . A EJA é uma promessa de qualificação de vida para todos, inclusive para os idosos, que muito têm a ensinar para as novas gerações A EJA tem função reparadora, equalizadora e permanente, qualificadora.
Acredito que com a EJA muitos cidadãos que já tinham desistido de qualificar-se, terminar seus estudos, consigam resgatar seus sonhos e melhorar de vida, após essa oportunidade concreta de poderem freqüentar uma escola com qualidade, para jovens e adultos, para uma igualdade de oportunidades.
A EJA é uma promessa a ser realizada na conquista de conhecimentos até então obstaculizados por uma sociedade onde o imperativo do sobreviver comprime os espaços da igualdade e da liberdade. Muitos jovens ainda não empregados, desempregados, empregados em ocupações precárias e vacilantes podem encontrar nos espaços e tempos da EJA, seja nas funções de reparação e de equalização, seja na função qualificadora, um lugar de melhor capacitação para o mundo do trabalho e para a atribuição de significados às experiências sócio-culturais trazidas por eles.