segunda-feira, 5 de abril de 2010

APRESENTAÇÃO EM VÍDEO

Achei muito interessante fazer um vídeo nos apresentando. Já tenho máquina digital há uns dois anos, mas não havia feito nenhum vídeo.

Minha colega me ajudou a abrir uma conta no youtube, muito rápido! Depois de postar no youtube, passei para o pbworks, também foi fácil. Fiquei pensando que bom que temos professores e tutores, que nos dão tempo para resolvermos nossos problemas. Estava muito preocupada em fazer este vídeo. Achei que era muito difícil, que talvez nem conseguisse. Mas graças ao tempo, fui amadurecendo a idéia e procurando quem pudesse ajudar para que o vídeo acontecesse. Agora, depois de mais este aprendizado, pretendo fazer alguns vídeos com meus alunos. Eles vão achar muito interessante, e no final do semestre, ou do estágio pretendo mostrar aos pais de meus alunos quanta coisa foi realizada.



terça-feira, 23 de março de 2010

Tecnologia na Educação


Achei este vídeo no youtube. Ele tem tudo a ver com o nosso estágio, vendo ele nos dá mais coragem de trabalhar com tecnologias com nossos alunos. Aproveitei também para aprender como colocar vídeo aqui no portfólio.

segunda-feira, 22 de março de 2010

TURMA NO LABORATÓRIO DE INFORMÁTICA

Na terceira semana de aula, a minha turma já pode usar o laboratório de informática. Pedi ao professor de informática que colocasse em uma página algumas imagens sobre o nosso município, Sapiranga, para que os alunos aprendessem copiar, colar e aprimorassem a digitação, escrevendo uma frase sobre a imagem escolhida.
Como só tinha nove computadores funcionando, tivemos que colocar três ou quatro alunos por computador. Precisamos explicar quase individualmente como realizar o copiar, colar. Eles apresentaram muitas dificuldades, primeiro porque não sabiam em qual botão do mouse clicar, dizíamos direito e esquerdo, mas também tinham dificuldades em saber qual era o direito e qual era o esquerdo.
Precisei ir na semana seguinte e fazer a mesma atividade, para que todos conseguissem entender o processo, copiar, colar e digitar.
Pedi aos alunos que para a próxima aula fizessem uma marca nas mãos para saberem identificar com rapidez, direita e esquerda. Pedi também ao professor que fizesse uma folha de Xerox contendo o teclado, para que todos possam estudar em casa o lugar das letras, para que a digitação aconteça mais rápido.
Estou ansiosa pela próxima aula para ver se já conseguiram superar estas dificuldades.

Agora falta pouco...

Estamos no final do nosso curso de Pedagogia a Distância, algo muito esperado por todos! Neste penúltimo semestre temos o nosso tão esperado estágio. A ansiedade é grande! Será que dará certo?

Este ano fiquei com o 4º ano, para facilitar o uso de tecnologias, internet, pbword, pesquisas, digitações... Mas ao iniciar o ano percebi que os alunos do 4º ano ainda tem muitas dificuldades – em produção de textos, compreensão de textos, raciocínio lógico... E nas turmas da minha escola há muitos alunos com deficiência de aprendizagem. Na minha turma há 4 alunos considerados de inclusão por aprendizagem e 10 alunos considerados defasados. Há alunos muito bons e muitos alunos fracos que precisam de muita ajuda para realizar as atividades propostas. É um grande desafio, trabalhar um estágio usando muuuito as tecnologias.

Durante todo o nosso curso usamos tecnologias, com grandes aprendizagens e experiências valiosas. Eu que apenas digitava algumas palavras, cresci muito, aprendi muitas coisas, ainda há muito o que aprender. Mas agradeço o empenho de todos, colegas, tutores e professores, que tiveram a paciência de explicar várias vezes, para eu realizar as atividades com sucesso.

Agora, chegou o momento de passar estes ensinamentos adiante, no estágio, com meus alunos de 4º ano, que são como eu era no início do curso, conhecendo muito pouco de tecnologias.

Espero continuar com grande apoio de todos! E prometo empenhar-me muito para que meus alunos este ano conheçam e usem muito tecnologias.

quarta-feira, 11 de novembro de 2009

ALFABETIZAÇÃO

Lendo o texto:”Nada é mais gratificante do que alfabetizar (Entrevista com Magda Soares)” Destaco esta pergunta que gostaria de comentar:

“Em cursos para professores nas universidades, os alfabetizadores chegam com a expectativa de encontrar uma "receita"...
Eu acho que os professores têm razão quando querem saber "o que fazer". A nossa posição, na academia, é relativamente confortável, porque desenvolvemos pesquisas e discutimos teorias... Mas o alfabetizador se vê na sala de aula com 30, 40 crianças em sua frente, e tem de fazer com que essas crianças aprendam a ler e a escrever. A etapa da alfabetização é a mais desafiadora do ensino. Porque, quando se é professor de Português, depois que a criança já aprendeu a ler e a escrever, os resultados perseguidos e mesmo os obtidos são mais imprecisos: há alunos que interpretam melhor, outros têm mais difi¬culdade... Com Geografia, com História, é também assim: uns aprendem mais, outros menos... Já com a alfabetização é diferente, porque, ao final do ano, é preto no branco: a criança está ou não está alfabetizada. Por isso, entre os professores, a alfabetizadora é a mais claramente avaliada: ou alfabetizou ou não alfabetizou. Ela enfrenta a pergunta: "Quantos alfabetizados você já tem na sua sala?" Implicitamente: quantos alunos você já alfabetizou? Ela mesma diz frases como: "Estou chegando ao fim do ano com as crianças quase todas alfabetizadas". Uma fala que jamais se ouve de professor de qualquer outra disciplina.”

Como diz a entrevistada Magda :”A etapa da alfabetização é a mais desafiadora do ensino” Concordo com ela, quem nunca teve uma a turma de alfabetização não sabe da batalha que as professoras passam para que um aluno, principalmente de escola de periferia consiga alfabetizar-se em um ano e, ainda com turmas grandes, com alunos de inclusão por aprendizagem, com alunos imaturos, com pais sem noção do tipo de filho que tem, com crianças agressivas, porque só tem agressividade em sua casa. São vários problemas enfrentados em uma sala de aula e no final do ano realmente enfrentam a pergunta: : "Quantos alfabetizados você já tem na sua sala?" Implicitamente: quantos alunos você já alfabetizou?
Eu já passei vários anos alfabetizando. O final do ano é o período mais difícil para o professor alfabetizador, enquanto muitos professores estão felizes porque o ano está acabando, o professor alfabetizador está angustiado, porque alguns estão quase conseguindo, se tivesse mais dois meses de aula... e daí aprovar ou não aprovar este aluno que falta só um pouquinho? Ás vezes era aprovado, mas no ano seguinte vinha o arrependimento. – Ele deveria ter ficado mais um ano na alfabetização. Ou a alegria: - Ainda bem que aprovei, ele está indo tão bem! Mas também é a série onde se vê melhor os resultados do teu trabalho é muito gratificante saber que você ajudou muitos alunos a ler e a escrever, alguns ao final do ano escrevem cartinhas agradecendo.

quinta-feira, 5 de novembro de 2009


TEMAS GERADORES

Com os temas geradores, proposta de Paulo Freire, trouxe mais praticidade, significado e coerências as aulas de alfabetização, tanto para crianças como para adultos.

O professor irá com os temas geradores trabalhar de uma maneira mais concreta. Dialogando com seus alunos. Fazendo-os participar dizendo tudo o que sabem sobre o tema trabalhado, passando a sua sabedoria aos outros, inclusive ao professor. Tendo mais prazer em aprender, sabendo que o que está aprendendo é parte de seu conhecimento, não ficará alheio a conversas do professor e seus colegas. Assim os alunos se tornarão mais críticos e conscientes, sujeito de sua história e aprendizado, com competência e coerência.

Com os temas geradores não é o professor que ensina, mas sim junto com seus alunos irão construir o que aprender, a missão do professor é facilitar o conhecimento, mostrando o caminho e conteúdos necessários e interessantes, para junto com a turma construírem o aprendizado.

quinta-feira, 29 de outubro de 2009

MENINO SELVAGEM


O filme: “O Menino Selvagem”, nos conta a história de uma criança de mais ou menos doze anos, que foi encontrada em uma floresta, como sempre viveu na floresta tinha hábitos de animais. Fugia ao contato de pessoas, não sabia falar, parecia ser surdo e mudo, porque só emitia grunhidos e sons estranhos, não reagia a nada, cheirava tudo que levava às mãos, comia bolotas e raízes, coçava a cabeça e o corpo como os animais, tinha um olhar vago ... Quando encontrado, caminhava como animal com quatro patas, tomava água com a boca, era muito ágil para subir em árvores e defender-se de outros animais, não gostava de contatos físicos.
Nesta época as pessoas surdas eram sujeitos estranhos e objetos de curiosidades da sociedade, imaginem um menino selvagem!! Deve ser sido um grande alvoroço na sociedade.
Foi levado para Paris para uma instituição destinada a doentes surdos. Pois já havia escolas destinadas a surdos, Abade Charles Michel de L’Epée (1712-1789), Fundou a primeira escola pública para os surdos “Instituto para Jovens Surdos e Mudos de Paris” e ensinou inúmeros professores para surdos.
Lá não tinha muitos cuidados, fugia dos colegas, escondia-se em um monte de folhas, deitava debaixo da cama e era explorado pelos guardas. Despertou um grande interesse entre filósofos, cientistas e cidadão em comum. Todos queriam ver o menino selvagem.
O Professor Itard e o professor Pinel resolveram tirá-lo da instituição, questionando-se era possível educá-lo ou se era melhor deixá-lo na floresta. O professor Pinel considerava o menino como um idiota e que não havia esperança nenhuma em educá-lo e Segundo Pinel o menino tinha sido abandonado e esfaqueado pelos pais, pois tinha uma cicatriz de corte no pescoço, por ser anormal. Para o professor Itard ele não era idiota, contrariando assim a fala do professor Pinel. Era uma criança que teve a infelicidade de passar anos sozinho em uma floresta sem o contato com seres humanos, somente com animais, por isso parecia ser idiota.
O Professor Itard, afirmava que o surdo podia ser treinado para ouvir palavras. Então propõe-se a tentar educá-lo.
Levou o menino para a sua casa, encarregando-se da sua educação moral e intelectual com o propósito de torná-lo apto ao convívio em sociedade. Contratou uma governanta, Madame Guérin, que passa a morar junto com eles.
Deram o nome do menino de Victor.
O Professor Itard, ia testando várias maneiras de ensinar o menino a ler e escrever, dava-lhe castigos, quando não acertava, ou como prêmio um pouco de água ou leite, porque era algo que ele gostava muito.
O Professor Itard acreditava na aprendizagem do menino, apesar de ser muito lenta. O menino aprendia o som das letras, alfabeto móvel, e com ele aprendeu a escrever e identificar seu nome, alguns objetos e a palavra leite. O professor ainda tentou sem grande progresso que ele falasse leite, sentindo o som que saia da garganta e repetindo o movimento dos lábios. O método que o professor usava era associação da palavra com a imagem e o som . Quando o menino cansava ele ficava muito agressivo, era preciso dar passeios pelos campos com ele. O professor na ânsia de ver grandes resultados, fazia o menino estudar muitas horas por dia, o qual logo foi advertido pela governanta que era muito esforço para um menino que até pouco tempo era um selvagem e vivia como um animal.
O professor Itard acreditou no menino selvagem e fez grandes progressos. O menino conseguiu andar só com os pés, comer com suas próprias mãos, entender e escrever algumas palavras.
Todas as histórias que conhecemos como a de Jonas, Hellen Keller e a do Victor mostram que todos tem capacidade de aprender, basta ter pessoas que acreditem no potencial de cada um.
Na história dos surdos encontramos muitas pessoas que batalharam e batalham para que cada vez mais os surdos tenham condições de aprenderem com qualidade. Na idade média eram sujeitos estranhos e objetos de curiosidades da sociedade, não recebiam comunhão e não recebiam heranças, não podiam votar, não podiam usufruir os direitos de cidadãos.
Depois de muitos estudos sobre os surdos, eles conseguiram grandes progressos. Foram criadas várias escolas destinadas a pessoas com esta deficiência.
Em 1864 foi fundada a primeira universidade nacional para surdos “Universidade Gallaudet” em Washington – Estados Unidos, um sonho de Thomas Hopkins Gallaudet realizado pelo filho do mesmo, Edward Miner Gallaudet (1837-1917).
Os esforço de todos foram muitos tendo também o dia do surdo que é comemorado no dia 26 de setembro, homenagem à inauguração da primeira escola de surdos do Brasil em 1857, o INES (Instituto Nacional de Educação de Surdos).Temos agora curso de graduação em Letras e Libras, tudo isto é uma grande conquista de todos os que batalharam e não esconderam a deficiência sua ou de algum parente.

Bibliografia:
Textos: *Jean Itard e Victor do Aveyron: uma experiência pedagógica do século XIX e suas repercussões (*) Luci Banks-leite e Izabel Galvão, Universidade Estadula de Campinas, Universidade de São Paulo, Brasil.
*História dos surdos